


O Estado da mente
A
gonia
Dú
Vi da
Esp
Er ança
Lem
Bra nça
D ia s
c inzas
Dias
dour ados
A mente em transe
Uma dúvida, ela nunca é uma qualquer...
A esperança – me disseram uma vez que esperança é coisa de derrotado, será?
Lembro ainda dos meus dias de criança,
Não sei porque guardo a impressão que todos os dias eram dourados, lembro-me apenas de um dia de muita chuva, exatamente um dia em que eu queria muito que chovesse, foi nesse dia que tomei meu primeiro banho de chuva, lavou a minha alma, como eu gostaria de fazer com ela agora.
(meu lado misto concretista, por LAnlan)
Eleição é, indiscutivelmente, a chance que os cidadãos têm de transformar o país em que vivem, de protestar, de demonstrar a indignação que sentem. Isso é o que mostrou o povo norte americano quando elegeu Obama.
A eleição de Obama representa para o povo americano um grito de esperança. Esperança de um país melhor, socialmente mais justo, e esperança de ver acabar a crise econômica e a recessão que ameaçam o país e o mundo.
Representa ainda, superação do medo do terrorismo e da vergonha do racismo que respectivamente assolam e assolaram o país. Obama, impressionantemente, é símbolo destas duas lutas – o nome remete ao fantasma do terrorismo e a cor da pele não deixa esquecer os anos de racismo. A eleição de um negro talvez seja um pedido de desculpas do povo americano ao resto do mundo.
Basta saber se Obama, sendo símbolo de tantas lutas, é realmente o homem certo. Certamente , ainda o é, esperamos que o seja quando assumir a presidência dos Estados Unidos da América.
(por Lanlan, 14 de novembro de 2008)



A sociedade vive uma necessidade premente de sanear o seu comportamento. Isso se coloca de uma maneira opressiva, e muitas vezes, cria para os homens uma pressão cada vez maior para que se comportem de acordo com as regras e normas pré-estabelecidas e caminhem lado -a- lado. Entretanto, isso é de certa maneira anti-natural, vez que, temos os sujeitos éticos e agentes éticos, que numa primeira impressão parecem ser iguais, mas numa análise não muito profunda podemos discernir quem é um e quem é o outro.
O agente ético vive na sociedade tentando se inserir o tempo todo, concorde ou não com o que lhe é cobrado, ele faz. Para ele, o mundo poderia não ter certas regras, e quando ele pode não cumpri-las ele se arrisca e as desobedece. Uma tortura é a vida do agente ético, não deve oferecer propinas, tem que dar exemplo para as crianças, não pode querer levar vantagem em tudo (querer ele quer), não pode furar a fila. O agente ético cresceu sem orientação ética e posteriormente para que conseguisse sobreviver no mundo atual teve que adaptar-se. A vida é dura para o agente ético.
O sujeito ético, em contraponto ao agente ético, vive naturalmente o “ser ético”. Para ele o respeito pelo próximo, pelo ambiente, pela sociedade é inerente à sua condição como ser humano, quando presencia uma ação amoral, anti-ética, sua reação é de indignação, às vezes é confiante, acha que com a sua colaboração o mundo de amanhã será melhor. Por isso faz questão de repartir o mundo de forma equilibrada, não precisa educar seus filhos - todo pai-herói é inspirador-, ele é a própria educação, um modelo vivo a ser seguido. A vida é esperança para o sujeito ético.
As cobranças sobre esses distintos tipos de comportamento são as mesmas, e fatalmente alguém vai sentir mais o peso delas. Necessário se faz vivermos eticamente, naturalmente, abandonarmos nossos egoísmos, nossos anseios por vantagens e entendermos que estas quando imediatas são as desvantagens de amanhã, é urgente que construamos um mundo melhor agora, e que nos esforcemos para ter uma vida mais leve, naturalmente mais ética.
(por lanlan - 17/10/2008)